5 lições que um empreendedor brasileiro aprendeu no Vale do Silício

CEO da startup brasileira Pipefy, com escritórios no Brasil e Califórnia, Alessio Alionço aconselha: ‘pense globalmente desde o primeiro dia’ Berço de muitas empresas inovadoras, o Vale do Silício, na Califórnia, tornou-se destino desejado por empreendedores de todo o mundo, inclusive dos brasileiros. No entanto, a região sede de gigantes como o Google, Facebook, HP Inc. e Salesforce, reserva desafios e obstáculos para aqueles que querem empreender. Para o curitibano Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy, startup de gerenciamento de processos eficientes, com escritórios em Curitiba e no Vale do Silício, há uma ideia deturpada em relação à instalação de empresas no local.

“O Vale não torna a caminhada mais fácil, mas oferece mão de obra qualificada e em quantidade que não encontramos no Brasil”, ressalta. Ele lembra que a taxa de mortalidade das empresas que crescem na região não está tão longe da brasileira. “A diferença é que no local existem 10 vezes mais pessoas executando uma determinada função com mais experiência”, completa. Na visão do empreendedor, os americanos estão “melhor” inseridos no que o universo empreendedor chama como “cultura de erros”, onde errar é prerrogativa para qualquer profissional e startups que, eventualmente, obtêm sucesso.

1. Pense globalmente desde o primeiro dia

“No Brasil, somos instruídos a crescer primeiro no mercado nacional e depois de algum tempo e com bastante solidez, a buscar ares internacionais. Diferentemente do Vale, em que o pensamento quase que obrigatório é pensar na expansão global do negócio no primeiro dia”.

2. Errar não é o fim do mundo

“Estamos inseridos em uma cultura em que errar é motivo de vergonha e um fator que impede tentativas de colocar uma ideia em ação. Os americanos valorizam a experimentação e, para eles, o erro significa um clico realizado. Independentemente da ideia der certo ou errado, a tentativa sempre resultará em oportunidade e chance de desenvolvimento”.

3. Comunicar, comunicar e comunicar

“Que a comunicação é um fator imprescindível dentro das empresas todo mundo sabe, mas os americanos, novamente, reforçam a ideia. É preferível pecar pelo excesso de diálogo e ser honesto com aquilo que não anda como deveria, o chamado radical candor, ou franqueza radical, adotado pelos líderes no Vale do Silício.”

4. Zona de conforto nunca mais, arrisque

“O risco sempre vale a pena na cultura dos americanos. As tentativas nunca são em vão e permitem que um leque de oportunidades seja aberto todas as vezes. Nós pensamos os motivos que podem levar uma ideia a fracassar, enquanto eles enumeram as possibilidades de dar certo.”

5. Direto ao ponto

“No ambiente do trabalho, os americanos prezam pela objetividade por diferentes razões, mas que sempre convertem para um mesmo ponto: a entrega de atividades de maneira rápida e eficaz. Ao contrário dos brasileiros, eles acreditam que construir laços no ambiente de trabalho é um fator que cria barreiras entre gestores e funcionários, por isso o evitam.”

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