As estratégias da GM, MasterCard, HPE, Hypera Pharma e Euler para decolar em 2018

O foco em inovação e eficiência será o combustível de crescimento de empresas como GM, Mastercard, HPE, Hypera Pharma e Euler Hermes para 2018. “Nossa grande tônica têm sido a inovação. Como empresa brasileira, temos que ter capacidades técnicas de desenvolver produtos e inovação dentro do próprio país e não depender de tecnologias que vem de fora”, atesta Cláudio Bergamo, CEO da farmacêutica Hypera Pharma.

Bergamo formou o painel de CEOs do seminário ‘Plano de voo – Aperte o cinto e prepare-se para decolar em 2018’, da Amcham – São Paulo na sexta-feira (23/3). Ao seu lado estavam os CEOs Carlos Zarlenga (General Motors Mercosul), João Pedro Paro (Mastercard Brasil), Ricardo Brognoli (HPE Brasil) e Rodrigo Jimenez (Euler Hermes). Marcos Aguiar, líder da BCG na América do Sul, moderou as discussões e compartilhou a visão da consultoria sobre o cenário econômico.

A aplicação de tecnologias digitais nos serviços de pagamento é o meio para oferecer comodidade e facilidades aos clientes, segundo Paro. “Quanto mais o cliente deixa de usar dinheiro nas transações financeiras e migra para os meios eletrônicos, mais eficientes ficamos”, argumenta.

Para estimular o hábito de comprar bens e serviços por meios eletrônicos (cartões de crédito), a Mastercard vem desenvolvendo novos produtos, como a autenticação de pagamentos no celular com selfie ou digital. “Antes, era só a senha. Mas tem várias formas de autenticar uma transação e sempre vamos encontrar maneiras de crescer, independente de qualquer crise”, afirma Paro.

A tecnologia é fundamental para viabilizar inovações, mas Brognoli, da HPE, destaca o papel do capital humano na criação e execução de projetos. “Ninguém vai dormir na sexta-feira fazendo o tradicional e acorda na segunda feira todo digitalizado. Isso é uma jornada bastante longa”, destaca.

Além de investir em capacitação, a HPE também se concentrou na simplificação de processos para aumentar sua eficiência.

Produtividade

Na seguradora de crédito Euler Hermes, a crise econômica dos anos anteriores levou a empresa a se concentrar em ações de eficiência operacional. “Como somos 60 pessoas administrando aproximadamente 20 bilhões de reais em riscos no Brasil. Então nossa estratégia não foi cortar custos e, sim, maximizar nossa produtividade”, segundo Jimenez.

Além de eficiência, a Euler Hermes também investiu em digitalização de processos e inteligência analítica. “Investimos muito em inteligência artificial para trazer resposta maior e coordenar outras fontes de dados que usamos em análise de crédito. Quando o comercial chega pedindo análise de crédito, quer resposta na hora. Senão, perde a venda.”

Em uma indústria que passa por períodos de altos e baixos, como a automobilística, os momentos de vendas fracas são usadas para aumentar a eficiência, segundo Zarlenga. “Tem que pensar que, quando a crise passar, você vai estar aí ainda. Então o que você consegue fazer com esse negócio durante a crise é fundamental.”

Para aproveitar o ciclo de retomada econômica, Zarlenga disse que três ações foram tomadas: trabalhar o produto e a marca, reduzir custos e transformar a cultura organizacional. “Passamos a ter uma visão de construir o futuro a cada dia”, comenta. Como resultado, a GM alcançou a liderança do mercado. “Acabamos a crise sendo a número 1 com construção de marca, produto e aceitação de clientes”, resume.

Multinacionais da América Latina

Para ilustrar a importância da produtividade nos negócios, Aguiar, da BCG, compartilhou um estudo que revela que as multinacionais da América Latina que ocupam o topo do ranking são justamente as mais eficientes.

Em média, as gigantes da região geram mais que o dobro de valor de negócio, contratam sete vezes mais e são as que mais investem. Outra diferenciação, segundo Aguiar, é a aproximação com os clientes e consumidores. “São as empresas que têm registrado mais patentes, feito fusões e aquisições e estão cultivando talentos através de programas de retenção e recrutamento.”

A questão da produtividade no setor privado é absolutamente fundamental para que a economia cresça, de acordo com o especialista. “Temos baixo crescimento de produtividade, que é sistemático e crônico. Esse é nosso grande desafio”, relata. Para ele, a saída é investir pesadamente em educação básica, superior e profissionalizante.

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