BICMinho e AID dão prioridade à inovação no design com o apoio do Governo

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A Administração Pública manifesta todo o interesse em desenvolver projetos conjuntos com a AID – Associação para a Inovação pelo Design no âmbito do Portugal 2020. Juntos, a AID e o BICMINHO, vão mostrar que há capacidade de criar e inovar os serviços da Administração Pública numa lógica de ligação ao utilizador final.

Em fase de implementação ainda, mas com objetivos bem definidos, a AID quer contribuir para que Portugal seja um país de criação e inovação através do design. A AID tem já o apoio da Administração Pública, que manifestou todo o interesse em desenvolver projetos conjuntos no âmbito do Portugal 2020. A meta a atingir passa por lançar três projetos demonstrativos de “service design”, no contexto da administração pública. Paralelamente, com o início deste projeto, Portugal pode integrar várias iniciativas europeias em curso e assim contribuir e beneficiar das experiências e aprendizagens existentes, contribuindo por outro lado para o desenvolvimento económico do país.

O primeiro passo deu-se com o I Seminário Internacional “Contributo do Design para a Modernização dos Serviços Públicos Portugueses”, que aconteceu hoje, no Palácio da Foz, em Lisboa e que contou com a presença do Secretário de Estado para a Modernização Administrativa, Joaquim Cardoso da Costa, e do CEO do BICMINHO, membro fundador da AID, Nuno Gomes.
A AID pretende ser pioneira ao promover a criação de condições para que seja possível iniciar um conjunto de projetos de aplicação de inovação pelo design. “Temos de aproveitar o Portugal 2020 para apoiar com sucesso o desenvolvimento destes projetos, para que sejam histórias de sucesso e apresentados a nível internacional como exemplos de referência. Juntos podemos e devemos mostrar que o design é muito mais do que apenas estética e funcionalidade”, mencionou Nuno Gomes acreditando “que estamos perante uma oportunidade única para fazer com que o Estado português seja mais eficiente”.

Recentemente foi aprovado o Action Plan for Design-Driven Innovation, pela Comissão Europeia, sendo lançado o projeto Design for Europe, que tem vindo a identificar exemplos e boas práticas a nível europeu de utilização do design no contexto de processos de modernização dos serviços públicos. E este seminário demonstrou isso mesmo, contribuindo para tal a participação de oradores internacionais, representantes de órgãos de referência na área do design: PeiChin Tay, gestora do projeto Design for Europe / Design Council UK, Jane Oblikas, CEO do Estonian Design Centre/ iniciativa Design for Europe, Helle Winding, VIA School of Business, Technology & Creative Industries

(Dinamarca), e Pedro Janeiro, coordenador da Equipa de Business Design da Novabase. Juntos defendem a aposta na inovação pelo design dos Serviços Públicos. Um dos casos de sucesso foi demonstrado por PeiChin Tay que mostrou como é possível, através do design dos serviços, perceber o sistema de saúde nos hospitais do Reino Unido.

No caso português, Pedro Janeiro, debruçou-se nos serviços dos tribunais, dando exemplos do portal do juíz e do hardware adicional para uma leitura do código de barras das sentenças.

“Quando se expõem os problemas descobrimos que não há uma solução mágica, mas o design ajuda na produtividade”, disse o coordenador da Equipa de Business Design da Novabase.
“O design e a inovação pelo design, vai permitir tornar os serviços e produtos mais eficientes e eficazes, colocando as pessoas, as suas necessidades e os seus comportamentos no centro de todo o processo de criação e desenvolvimento do produto, permitindo muitas vezes que o indivíduo seja o co-criador”, afirmou o representante da AID, Nuno Gomes.
Nos últimos anos, o design, através das suas metodologias e formas de pensar, tem sido aplicado com sucesso na melhoria e conceção de serviços públicos e Portugal tem dado passos seguros nesta modernização, como é o caso da Loja do Cidadão. “É um exemplo de transformação, eficácia e simplicidade”, afirmou o Secretário de Estado, justificando que “o design contribui para a afirmação de uma marca. O design é por isso uma a aposta segura e no âmbito da estratégia de desenvolvimento económico do Portugal 2020 queremos contribuir para o seu sucesso.”

A AID será o parceiro de empresas e instituições, dinamizando projetos e iniciativas de inovação pelo design, capazes de induzir transformações benéficas para os indivíduos, para as próprias empresas, instituições, clientes e outros stakeholdres. “É determinante para a competitividade de um país e da sua economia ter um Estado e Serviços Públicos, capazes de servir bem os cidadãos, capazes de inspirar a mudança e a inovação e servir de exemplo e de caso de sucesso”, refere Nuno Gomes.

Portugal terá assim a possibilidade de ser percecionado como um país que tem um elevado ‘saber fazer’, mas também como um país com elevada capacidade para criar e inovar em termos de produtos, serviços e soluções. Será possível aumentar o valor acrescentado da produção nacional e contribuir para associar à imagem do país a noção de qualidade e inovação.
A associação terá a sua sede na região Norte de Portugal, uma presença permanente em Lisboa, mas assumindo uma ambição nacional.

Fonte: http://correiodominho.com/noticias.php?id=87418

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