Brasileira ganha prêmio de inovação tecnológica e liderança nos EUA

Camila Achutti, 23 anos, quer ensinar tecnologia a meninas jovens para emancipá-las e torná-las parte da indústria de inovação

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— A tecnologia é uma arma poderosa. Mas o que acontece se apenas um grupo específico de pessoas detém essa arma?

Foi com essa pergunta — levantando a questão a pouca participação das mulheres no setor da inovação tecnológica — que a estudante Camila Achutti, 23 anos, venceu o prêmio Students of Vision, destinado a estudantes com potencial de liderança na área da tecnologia. Concedida pelo Instituto Anita Borg, cuja missão é acelerar o ritmo da inovação global ao acabar com a desigualdade na indústria, a premiação é composta por US$ 1 mil e uma bolsa para participar do Grace Hopper Celebration of Women in Computing, evento no Texas que reúne lideranças femininas na tecnologia.

Camila, que é graduada em Ciências da Computação e atualmente cursa o mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo (USP), é conhecida no Brasil por seu trabalho com o blog Mulheres na Computação. O projeto, que começou como registro de suas aulas na universidade, agora virou referência para as mulheres que trabalham com computação e tecnologia. Ela também participa de diversas iniciativas para levar o ensino de programação a uma comunidade mais ampla — não só de meninas, mas também de meninos —, já que, para haver mulheres na indústria da tecnologia, os profissionais devem estar preparados para recebê-las.

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Para concorrer ao prêmio, Camila gravou um vídeo explicando o que enxerga no futuro para estudantes como ela. O vídeo com mais votos sairia premiado. Em seu discurso, ela fala de sua crença na educação para um mundo mais inclusivo (veja o vídeo abaixo):

— Sabemos que, quando educamos um homem, estamos apenas educando um homem. Mas, quando educamos uma mulher, estamos educando uma geração inteira. Temos o objetivo de assegurar oportunidades de emprego para todos, mas, se nossas garotas forem deixadas para trás, esse objetivo jamais será atingido. Acredito que todos precisam de educação, mas não posso reproduzir um padrão educativo em que as meninas são esquecidas. Precisamos lutar por elas. Por isso, acredito e trabalho para construir uma comunidade de garotas capazes de mudar o mundo por meio da inovação tecnológica. Quero mostrar a elas o impacto que a tecnologia pode causar em suas vidas e no mundo inteiro.

Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2015/05/brasileira-ganha-premio-de-inovacao-tecnologica-e-lideranca-nos-eua-4764746.html

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