Comitê de Branding da ADVB/RS traz Luciane Zorzo para debater Construção de Marcas de Valor por meio do Design Estratégico

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Luciane Zorzo, professora da Faculdade de Design da ESPM-Sul e diretora da Zorzo Design Estratégico, será a palestrante desta edição do encontro, que ocorre das 8h30 às 10h desta quarta-feira, dia 22 de julho, na sede da entidade.

O que está por trás do sucesso de uma marca e quais processos uma corporação desenvolve internamente antes de obter resultados no mercado? Mostrar o que antecede o valor de um produto final e qual estrutura isso envolve é o objetivo da palestra Construção de Marcas de Valor Através do Design Estratégico, que será ministrada pela diretora da Zorzo Design Estratégico e professora da Faculdade de Design da ESPM-Sul, Luciane Zorzo, durante o próximo Comitê de Branding da ADVB/RS. O encontro ocorre nesta quarta-feira, dia 22 de julho, das 8h às 10h, na sede da entidade (Rua Celeste Gobbato, s/nº – Porto Alegre/RS), e faz parte do Círculo ADVB/RS, o espaço do Associado, que promove encontros mensais exclusivos para o principal público da entidade. Inscrições pelo email: relacionamento@advb.com.br ou telefone – 51.3290.6300.

Durante 50 minutos, Luciane deve explanar sobre o conceito de design estratégico, e sobre como funciona este processo, que pode se utilizar de centenas de metodologias focadas no mapeamento de insights, de acordo com o tipo de projeto. “É um trabalho não linear, iterativo (que se repete diversas vezes) e que ocorre a partir ‘das pessoas com o objetivo de retornar às pessoas’, ao contrário da metodologia antiga de pesquisa que abordava tópicos ‘do mercado para o mercado”, diz.

Um exemplo bem sucedido de construção de marca por meio do design estratégico é o caso da Nike. Até 2006, a empresa respondia por 48% do market share do tênis de corrida. Em 2010, esta participação ampliou, passando para 61%. “A Nike se deu conta que, além do design de produto, precisava de um design do sistema para driblar a concorrência”, pontua Luciane. A partir do estudo do contexto de uso do tênis de corrida e do perfil de quem utiliza este produto, a Nike passou por insights que apontaram características destes usuários: pessoas motivadas, focadas em superação, e que gostam de compartilhar esta paixão. “Conhecendo os consumidores e stakeholders mais profundamente (indo além do uso direto), a empresa se deu conta do poderio que tinham em mãos, e o primeiro passo foi criar o sistema Nike Plus, unindo forças com a Apple, até chegar no Nike Fuel (uma pulseira com contador), que passa o conceito de que a própria vida é um esporte, e que o fato de se ter um corpo, já nos faz atletas”, traduz Luciane.

Dentro de uma análise contextual de design estratégico, o mercado em seus diversos níveis estuda desde o comportamento dos usuários até os nichos a serem explorados com foco nestas pessoas. “Através deste processo, o briefing inicial de um cliente pode ser modificado e posteriormente homologado, tornando-se um contrabriefing, um tanto diferente do que foi demandado, mas que funcionará como um novo norteador para seguir uma das etapas do metaprojeto”, defende a palestrante.

A especialista observa que a melhor forma de se conseguir bons resultados com o design estratégico é introduzir uma cultura de design dentro das organizações. “Em grandes empresas, já é comum que exista um designer integrando a área de gestão, uma vez que não adianta se criar uma estratégia, se não houver gestão deste processo.” Luciane pontua que a ferramenta de construção de valor de marca pode despertar valores e sentimentos dos consumidores, por ser um processo que minimiza os riscos e aumenta a precisão dos resultados. “O design estratégico fazia muita falta no mercado. Por isso a efervescência deste conceito e a sede das empresas por esta forma de chegar à inovação.” A palestrante pondera que o fundamental deste conceito é metodologia e disciplina, dois aspectos capazes de compilar, organizar e validar processos que já existiam anteriormente.

“Até pouco tempo, se fazia pesquisa de mercado com foco em como os usuários usavam um produto de uma determinada marca. A grande mudança ocorre quando esta pesquisa passa a observar como as pessoas vivenciam determinadas situações e qual o contexto e o significado destas experiências para elas.” Segundo Luciane, há no Estado “um potencial enorme” para a implementação da cultura do design dentro das organizações – uma vez que ainda existe a crença de que o designer é aquela “figura isolada no canto da empresa”, que “se limita a receber um briefing para desenhar algo belo, que será ou não aprovado pelo cliente”. “Sem o correto entendimento do design, haverá sempre um sub aproveitamento desta ferramenta, que é tão estratégica para a construção de uma marca de valor”, adverte a palestrante.

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