P&D em relação ao PIB estagnado

ALDO DELLA ROSA PALESTRANTE INOVAÇÃO INNOVATION CANOAS PORTO ALEGRE SÃO PAULO BRAVENCE FIERGS FIESP FIRJAN CNI 28

O investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em relação ao PIB está estagnado no Brasil. Inovação no Brasil está com pilha fraca. É o que aponta a última edição da pesquisa de Inovação (Pintec) do IBGE, referente ao período 2009-2011 e foco de uma nota de análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada nesta sexta-feira, 06. De acordo com os dados da Pintec, os gastos em atividades internas de P&D alcançaram R$ 24,24 bilhões em 2011. Parece uma cifra alta, mas é pouco em relação ao volume total do PIB, quesito no qual a evolução é pequena.

Apesar de ter evoluído em relação aos números do ano 2000, quando a cifra era de 0,37%, a participação está quase no mesmo patamar desde 2005, quando chegou a 0,54%, aumentando um pouco para 0,58% em 2008 e 0,59% em 2011. A título de comparação, nos Estados Unidos a participação do P&D no PIB fica em 1,83% e na Zona do Euro em 1,34%. Na economia americana, a participação caiu de 2008, quando era de 1,97% e na européia a alta foi pequena, de apenas 0,10 ponto percentual.

Se a estagnação da inovação brasileira corre em paralelo com a de economias mais desenvolvidas, ela se torna mais preocupante em relação a outro país emergente como a China. De 2005 até 2011, com crise econômica mundial e tudo, os chineses saltaram de 0,91% para 1,39%. O  número de empresas que declararam ter introduzido pelo menos uma inovação no período considerado também está em queda.

Após um crescimento sistemático da taxa de inovação nas quatro pesquisas inicado ainda em 1998 (de 31,52% para 38,11%), houve uma queda para 35,56% no período 2009-2011. O Ipea oferece explicações para o fenômeno, basicamente um choque de realidade sobre as características estruturais da economia brasileira envolvendo fatores como a baixa relação entre empresas e universidades e centros de pesquisa e o perfil pouco intensivo em tecnologia dos setores econômicos que respondem pelo grosso do PIB. É um cenário que se agrava, ao invés de mudar. “O que se verifica no período recente é um aprofundamento dessa especialização produtiva.

Assim, os preços internacionais de commodities ainda em alta e uma conjuntura de perda de dinamismo da indústria (setor responsável por mais de 70% dos investimentos empresariais em P&D no país) contribuíram para profundar a especialização produtiva da economia brasileira em segmentos de baixa intensidade tecnológica”, analisa o Ipea. Na visão do Ipea, apesar de haver “crescimento do conteúdo de conhecimento em setores intensivos em tecnologia” esses setores estão perdendo espaço na estrutura produtiva brasileira, o que se traduz na participação do P&D no PIB. Para o instituto, uma fundação pública federal vinculada ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República do Brasil, as políticas públicas da última década não foram capazes de fazer a diferença.

Quando lançou a Política de Desenvolvimento Produtivo em 2008, reintroduzindo na política economica o conceito de política industrial o então presidente Lula colocou a meta de que a participação do P&D privado no PIB, minoritário em relação ao investimento público de incentivo à pesquisa acadêmica no computo geral, alcançasse 0,65% do PIB em 2010. Na época, foram divulgados valores de  uporte dos financiamentos de R$ 210,4 bilhões para indústria e serviços, entre 2008 e 2010, e outros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) da ordem de R$ 210,4 bilhões para indústria e serviços, entre 2008 e 2010 e outros R$ 41 bilhões no setor científico e tecnológico.

“O país consolidou um cardápio relativamente completo de políticas de inovação: incentivos fiscais, subvenção, crédito subsidiado, entre outros. Apesar desse conjunto de políticas apontar na direção correta, faltam-lhe elementos fundamentais, especialmente foco, priorização e volume adequado de recursos”, avalia o Ipea.

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Investment in research and development (R & D ) to GDP is stagnant in Brazil . Innovation in Brazil is low battery . It’s pointing to last year’s survey of Innovation ( Pintec ) IBGE , for the period 2009-2011 and focus of an analysis note from the Institute of Applied Economic Research ( IPEA ) released on Friday, 06 .

According to the data of Pintec , expenditures on internal R & D reached U.S. $ 24.24 billion in 2011 . It seems like a high figure , but is small relative to the total volume of GDP Question in which evolution is small . Despite having evolved over the figure of 2000 , when the figure was 0.37 % , the share is almost at the same level since 2005 , when it was 0.54 % , increasing slightly to 0.58 % in 2008 and 0.59 % in 2011 .

By comparison , in the United States the share of R & D in GDP is 1.83 % in the Eurozone and in 1.34 % . In the American economy, the share fell in 2008, when it was 1.97% and the European discharge was small , only 0.10 percentage points . If the stagnation of the Brazilian innovation runs parallel with that of more developed economies , it becomes more worrying in relation to another emerging country like China . From 2005 until 2011 , and all with world economic crisis , the Chinese jumped from 0.91 % to 1.39 % . The number of companies who claim to have introduced at least one innovation in the period considered is also falling. After a systematic increase in the rate of innovation in four surveys still inicado in 1998 ( from 31.52 % to 38.11 % ) , there was a decrease to 35.56 % in 2009-2011 .

The IPEA offers explanations for the phenomenon , basically a reality check on the structural characteristics of the Brazilian economy involving factors such as the low relationship between firms and universities and research centers and the little profile in the intensive economic sectors that account for the bulk of GDP technology. It’s a scenario that worsens rather than change . ” What can be seen in the recent period is a deepening of this specialization . Thus , international commodity prices still high and a backdrop of slowdown in industry (sector accounts for over 70 % of business R & D in the country ) contributed to deepen the productive specialization of the Brazilian economy in segments of low technological intensity “analyzes the IPEA .

In view of the IPEA , although there is ” growing knowledge content in technology-intensive sectors ” these sectors are losing ground in the Brazilian productive structure , which is reflected in the share of R & D in GDP . For the institute , a federal public foundation linked to the Center of Strategic Affairs of the Presidency of Brazil , the public policies of the last decade have not been able to make a difference . When launched the Productive Development Policy in 2008 , reintroducing the economic policy the concept of industrial policy then President Lula put the goal that the share of R & D private in GDP , a minority in relation to public investment to encourage academic research in general computation , reached 0.65 % of GDP in 2010 .

At the time , values ​​upport of funding at $ 210.4 billion for industry and services between 2008 and 2010 , and other of the Ministry of Development, Industry and Foreign Trade ( MDIC ) and the National Bank for Economic and Social Development were disclosed ( BNDES ) of R $ 210.4 billion to industry and services between 2008 and 2010 and other U.S. $ 41 billion in science and technology sector. ” The country has built a relatively complete menu innovation policies : tax incentives , grants , subsidized loans , among others . Despite this set of policies aiming in the right direction , it lacks key elements , especially focus, prioritization and adequate resources , “says the IPEA.

ALDO DELLA ROSA | inova@aldodellarosa.com | www.aldodellarosa.com

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