Seminário discute os caminhos da pesquisa e inovação para o mercado

Empresas e instituições têm investido em núcleos de inovação para atender as demandas do mercado e da sociedade com intuito de melhorar seus produtos e serviços. Uma tendência atual é trabalhar com a inovação aberta para promover ideias, processos e pesquisas com parceiros externos. Para discutir os caminhos da inovação aberta, o 7º Seminário de Empreendedorismo e Inovação apresentou a experiência do Instituto Butantan e da mineradora Vale.

O diretor substituto do Butantan – instituição pública de pesquisa biomédica de São Paulo – Marcelo de Franco, falou sobre os obstáculos que as instituições públicas enfrentam no processo de inovação. Segundo ele, o desenvolvimento das pesquisas e produtos devem obedecer a regras impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o processo burocrático e as restrições da Agência são pontos que dificultam e atrasam o processo de inovação.

Ainda de acordo com Marcelo, o mercado e o setor público devem compreender a importância do desenvolvimento de pesquisas, pois uma das dificuldades do instituto é manter e conquistar novos pesquisadores. “Sem pesquisas, não conseguimos desenvolver novos produtos, nem investir em inovação”. A inovação aberta é um investimento da entidade que, atualmente, possui diversos parceiros no Brasil e exterior, e uma dessas parcerias que tem gerado frutos importantes, é com os Institutos Nacionais de Saúde (INS) dos Estados Unidos, com os quais desenvolvem a vacina contra o ebola.

A Vale tem investido na inovação para se manter competitiva no mercado: um exemplo são as tecnologias para agilizar a exportação dos produtos para clientes da Ásia. O especialista técnico em Gestão de Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da mineradora, Alexandre Andrade, explica que projetos de inovação aberta e em conjunto têm contribuído na busca de soluções inovadoras para problemas existentes e futuros.

A empresa também investe em parcerias com universidades e instituições de ciência e tecnologia para a cooperação e fomento da pesquisa, ensino e empreendedorismo. Com tal objetivo, a Vale também criou o Instituto Tecnológico Vale para aperfeiçoamento de tecnologias de recursos minerais juntamente com a UFOP.

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