Sérgio Moro e Aldo Della Rosa


Juiz Federal Sérgio Moro e Aldo Della Rosa

Sérgio Fernando Moro (Maringá, 1 de agosto de 1972) é um magistrado, escritor e professor universitário brasileiro. É juiz federal da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba e foi professor de direito processual penal na Universidade Federal do Paraná. Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá em 1995, fez mestrado e doutorado na Universidade Federal do Paraná. Especializou-se em crimes financeiros e tornou-se juiz federal em 1996. Nesta função, trabalhou em casos como o escândalo do Banestado, a Operação Farol da Colina e auxiliou a ministra Rosa Weber durante o julgamento do escândalo do Mensalão.

Moro ganhou enorme notoriedade nacional e internacional por comandar, desde março de 2014, o julgamento em primeira instância dos crimes identificados na Operação Lava Jato que, segundo o Ministério Público Federal, é o maior caso de corrupção e lavagem de dinheiro já apurado no Brasil, envolvendo um grande número de políticos, empreiteiros e empresas.

Reconhecimento

Em 2014, a Associação dos Juízes Federais do Brasil indicou Moro para a vaga deixada por Joaquim Barbosa no STF. Porém, em 2015, Edson Fachin preencheu a vaga. Em 2014, a revista Isto É o elegeu o “Brasileiro do Ano”, e a Época, um dos cem mais influentes do Brasil. Na décima segunda edição do Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo, foi eleito a Personalidade do Ano de 2014 por seu trabalho frente às investigações da Lava Jato.

Em 2015 o Tribunal do Trabalho da Paraíba condecorou-o com a Medalha de Honra ao Mérito, concedida a juristas que se destacam no Direito do Trabalho ou que prestaram relevantes serviços à Justiça do Trabalho. No mesmo ano o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná concedeu-lhe a Ordem das Araucárias e a Ordem do Mérito Cívico, concedida pela Liga de Defesa Nacional, mas recusou a Medalha do Mérito Legislativo oferecida pela Câmara dos Deputados em Brasília, alegando que não se sentiria confortável uma vez que alguns parlamentares federais haviam sido denunciados na Lava Jato.

Em 2016, foi o principal personagem nos protestos antigovernamentais que aconteceram em 13 de março. No mesmo mês, a Fortune o considerou o 13º maior líder mundial. A lista tinha cinquenta nomes e Moro era o único brasileiro. Em abril de 2016, a revista Time o considerou uma das cem pessoas mais influentes do mundo, sendo o único brasileiro na lista. Em setembro de 2016 a Bloomberg o considerou o 10º líder mais influente do mundo.

Em junho de 2016, a Confederação Maçônica do Brasil conferiu-lhe a Comenda no Grau de Grã-Cruz. No mês de agosto o Exército brasileiro conferiu-lhe sua maior honraria, a Medalha do Pacificador, em reconhecimento a “relevantes serviços prestados ao país.” Em dezembro a revista Isto É o escolheu um dos Brasileiros do Ano, na categoria Justiça.

Em março de 2017, a Justiça militar da União, durante a comemoração de seus 209 anos, o condecorou com a comenda da Ordem do Mérito Judiciário Militar. Em abril, recebeu a Ordem do Mérito Militar em cerimônia comemorativa do Dia do Exército. Em outubro de 2017, foi premiado pela Universidade de Notre Dame pela dedicação exemplar aos ideais pela qual a Universidade preza desde 1992, segundo afirmou a própria instituição americana.
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