Shark Tank: investidores apontam maiores erros de empreendedores

SHARK TANK – Daymond John, Barbara Corcoran, Mark Cuban, Kevin O’Leary, Lori Greiner and Robert Herjavec are the “Sharks” on ABC’s “Shark Tank.” (ABC/Patrick Ecclesine)

No Brasil em sua terceira temporada, o programa exibido pelo Canal Sony já recebeu mais de 4.500 interessados em conseguir um investidor

Falta de produto, de paixão, de preparo, de humildade para saber ouvir, além de supervalorização do próprio negócio. Segundo cinco investidores, os chamados tubarões do reality show Shark Tank, esses são os principais erros cometidos pelos empreendedores que buscam recursos para lançar ou ampliar suas empresas. No Brasil em sua terceira temporada, o programa exibido pelo Canal Sony já recebeu mais de 4.500 interessados em conseguir um investidor para sua empresa. Além do Brasil e dos Estados Unidos, país onde o programa está na décima temporada, Colômbia e México transmitem suas versões locais. O original, Dragons’ Den, criado pela Nippon TV no Japão e distribuído Sony Pictures Television, já foi adaptado em 38 países.

No dia selecionado, alguns escolhidos dentre os inscritos têm entre 40 minutos e uma hora para apresentar o que seria o projeto de suas vidas. Os investidores não fazem a menor ideia do que vem pela frente, pois eles não recebem uma prévia das apresentações: precisam ser convencidos na hora. O telespectador em casa tem acesso a cerca de sete minutos desses pitchs (discurso de venda). Ao todo, foram ao ar 149 pitchs nos 29 episódios da primeira e da segunda temporadas. Na terceira, estão previstas 79 apresentações divididas em 16 episódios. Os empreendedores deste ano foram escolhidos a partir de uma base de 1.375 inscritos.

Na segunda temporada, os cinco tubarões investiram 10 milhões de reais ao longo de 13 episódios, sendo que, dos 69 empreendedores, 22 saíram com negócio fechado. O maior deles foi de 2,750 milhões de reais, feito por João Appolinário, fundador da Polishop, para a empresa de food trucks de pães artesanais Sagrado Boulangerie, que chegou ao programa em busca de franquia. “Investi porque a empresa já tinha um bom faturamento, plano de negócios e de expansão. Hoje, estamos reestruturando a empresa. Usamos o meu network para mudar fornecedor, formar franquias”, explica ele.

Appolinário não divulga quanto suas empresas faturam por ano, mas no Shark Tank ele já investiu em 11 empresas nas duas primeiras temporadas. “Fechei com 23, mas em algumas havia problemas”, diz. Isso porque, de acordo com o regulamento do programa, os investidores têm seis meses para averiguar se a situação da empresa é a mesma da divulgada ou se há problemas de sociedade, inexistência, entre outros. Para ele, é um erro quando a pessoa vai vender algo que não existe ou que é embrionário. “Ter uma ideia, todo mundo tem. Na Polishop, testo 120 produtos por ano para lançar dez. Tenho visão? Não, a gente tem um espaço para testar.”

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